Trends que viralizam no TikTok podem salvar vidas

Em primeiro lugar, é necessário compreender que o perigo de andar na rua é uma realidade entre meninas, adolescentes, mulheres e idosas e que as redes sociais como o TikTok, estão cada vez mais presentes no dia a dia. Acima de tudo, são milhares os relatos femininos que chegam todos os dias às redes sociais e que descrevem situações de perigo. Para a Capital Mag, Maria João Marques contou a sua história: “De repente cruzam-se comigo dois homens no passeio, junto à vedação da Escola (…)“. Além disso, a mesma admira-se por não existir uma aplicação que ajude mulheres a enviar um sinal de perigo à polícia ou a familiares.

“A necessidade aguça o engenho”

Será o provérbio adequado ao que se segue pois, em resposta a esta necessidade, várias trends apareceram no TikTok para ajudar o público feminino.

Em primeiro lugar, Spencer Barbosa é uma TikToker que, com apenas 18 anos, já conta com cerca de 3 milhões e meio de seguidores. Frequentemente, a criadora de conteúdo partilha, de entre outros temas femininos, dicas de segurança. “Se estás em público e acreditas que alguém te segue, tem a certeza de que vês a sua cara e ele(a) vê a tua (…)“.

Atualmente, é possível encontrar vídeos do mesmo género através da hastag #safetytips que já tem mais de 500 milhões de visualizações.

Sob o mesmo ponto de vista, outra tendência que cresceu na mesma aplicação foi a das “chamadas de segurança falsas”. Da mesma forma, pode ser encontrada através da hastag #safetycall.

Nestes vídeos, são encenadas conversas para as mais variadas situações de perigo. Parecendo uma chamada verdadeira, podemos utilizá-los quando estamos sozinhas. Mendy Perdew e Jake Goodman são dois TikTokers que se dedicam a este conteúdo, ajudando os seus milhares de seguidores a sentirem-se mais seguros.

Por fim, segundo o Diário de Notícias à conversa com Cristina Figueira, em Portugal o TikTok é uma rede social principalmente feminina. Logo, a presença dos conteúdos mencionados torna-se especialmente importante e pode até ajudar alguém em perigo. O maior obstáculo passa por ainda não existir grande presença da língua portuguesa nesta temática, dificultando a compreensão geral do público.