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Mobi.E.: Mobilidade Elétrica, da ficção à realidade - Máfia Pipi

Mobi.E.: Mobilidade Elétrica, da ficção à realidade

Nos últimos tempos, têm vindo a ser replicadas cada vez mais notícias sobre o uso da mobilidade elétrica e da rede Mobi.E. Infelizmente, algumas continuam a insistir em aspetos que têm mais a ver com a ficção do que com a realidade.

A Mobi.E, enquanto empresa pública, tem como deveres contribuir para manter a opinião pública corretamente informada, de forma que esta possa formar a sua opinião sobre esta tecnologia que está a transformar a mobilidade, a preservar o ambiente e a dar vida a um futuro melhor.

Uma destas notícias chamava à caixa – “Elétricos. Em casa sai mais barato”. Pois bem, o consumo de algo em casa, é, à partida, sempre mais barato. Alguém espera tomar uma bebida num bar, passar uma noite num hotel, ver um filme num cinema e pagar menos do que em casa? Porque haverá necessidade de alertar e tornar manchete esta situação no que respeita à mobilidade elétrica, quando se trata de um princípio básico, genérico e normal?

“É preciso ter presente alguns fatores críticos que são desprezados nestas comparações, contribuindo para vícios de cálculo, e, pior, para criar na opinião pública realidades ficcionadas. A maioria dos denominados “opinion makers” ignoram uma série de variáveis quando elaboram as suas análises, não alertam para as limitações dos seus próprios estudos e acabam por condicionar o conhecimento geral ao transmitir como ideias universais, as suas conclusões”, afirma Luís Barroso, Presidente da MOBI.E.

Quando estamos a efetuar a estimativa de gastos com o carregamento em casa, será que entramos em linha de conta com o investimento necessário? Com os custos associados à disponibilização de potência?

“Um amigo que esteve ausente de sua casa vários meses, tendo deixado o quadro de 5,75 kVA desligado, suportou com a disponibilidade de potência e demais encargos associados, sem qualquer consumo de energia, cerca de € 13,50 por mês”, continua Luís Barroso, Presidente da MOBI.E.

Sabia que, no caso da mobilidade elétrica, leia-se ligado à rede Mobi.E, não é cobrado qualquer custo extra relativo à disponibilização de potência? Para compensar:

  • A ERSE define tarifas de acesso à rede para a mobilidade elétrica genericamente superiores às tarifas de acesso à rede de uso doméstico;
  • Se utilizarmos apenas este fator na comparação, muitos dirão que o custo dos carregamentos na rede Mobi.E é muito mais elevado do que o dos carregamentos domésticos;
  • O Governo, este ano, decidiu atribuir um subsídio superior a € 0,26 por carregamento, na sequência da decisão infeliz da ERSE no processo de fixação das tarifas EGME. Este subsídio aos carregamentos vem aproximar ainda mais os custos de carregamento entre a rede Mobi.E e o uso doméstico.

Será que faz sentido comparar os custos dos carregamentos de uso doméstico com os da rede Mobi.E? Não faz:

  • A sua complementaridade é mais uma das vantagens da mobilidade elétrica e deve continuar a coexistir e a ser promovida. São as duas faces da mesma moeda;
  • É importante realçar que os carregamentos de veículos elétricos são, atualmente, mesmo mais baratos do que o abastecimento de um carro tradicional a gasolina ou a diesel.

“Infelizmente, temos assistido a artigos que procuram contrariar esta evidência, alguns de entidades que gozam de um estatuto de credibilidade junto da opinião pública, mas quando verificamos as suas metodologias de cálculo, rapidamente, concluímos que desprezam um subsídio aqui, uma parcela acolá, introduzem uma simplificação ali, acabando por transmitir perceções erradas”, acrescenta Luís Barroso, Presidente da MOBI.E.

A ERSE, entidade que tem acesso a toda a informação do setor energético e que conhece melhor que nenhuma outra todas as variáveis em jogo para cada uma das situações, disponibiliza no seu site o documento intitulado “Tarifas e proveitos da entidade gestora da rede de mobilidade elétrica para 2022″.

Na pág. 53´, podemos ver a conclusão sobre a comparação das diferentes opções e que não deixam margem para dúvida:

“Em termos de custos por distância percorrida, os veículos elétricos são mais competitivos do que os veículos a motor de combustão interna, embora o seu carregamento na rede de mobilidade elétrica seja mais caro que na habitação. De notar que esta análise não contempla custos de investimento na aquisição dos veículos nem custos com eventuais carregadores nas habitações.”

No site da MOBI.E também poderá encontrar, entre muita informação sobre a rede Mobi.E e a mobilidade elétrica, a análise comparativa efetuada pela ERSE neste documento.

  • Este estudo não contempla o subsídio atribuído posteriormente pelo Governo aos carregamentos na rede Mobi.E;
  • O que torna ainda mais competitivo o custo de carregamento na rede pública.

A mobilidade elétrica é já uma certeza de futuro.

  • É uma tecnologia que permite a redução efetiva da emissão dos gases de efeito de estufa, essencial para atingirmos a neutralidade carbónica em 2050;
  • Está em permanente evolução quer na autonomia dos veículos, quer na capacidade da infraestrutura de carregamento, quer no processo de reciclagem dos seus componentes;
  • É a opção que implica menores custos de manutenção e de consumo.

Os portugueses estão cada vez mais conscientes destas virtudes, como demonstra um recente estudo do Banco Europeu de Investimento que concluiu que 84% dos compradores automóveis manifestaram a intenção de optar por um veículo elétrico ou hibrido na próxima compra, valor muito superior ao dos cidadãos de outros países comunitários.

“Este é o resultado de termos começado cedo e, nos últimos anos, estarmos a implementar políticas consistentes, através de subsídios e do crescimento da infraestrutura de carregamento que ajudaram também ao desenvolvimento de um tecido empresarial privado profissional, dedicado e inovador que nos dá excelentes perspetivas para enfrentar com sucesso os enormes desafios que temos pela frente durante os próximos anos rumo à descarbonização.”, conclui Luís Barroso, Presidente da MOBI.E.

A cada vez maior consciencialização pública do trabalho desenvolvido por aqueles que se dedicam todos os dias a transformar e melhorar a mobilidade elétrica em Portugal é, porventura, a forma correta de demonstrar que estamos no caminho certo e que estamos a dar vida a um futuro melhor. É essencial relembrar o que distingue a utilização da energia elétrica: o interesse, para além da inovação tecnológica, na salvaguarda do planeta e da diminuição da poluição.