Helena Minginowicz encontra poesia onde a maioria só vê descartável. Sacos de plástico, máscaras de rosto, toalhas de papel — tudo isso vira tela, palco e memória nas suas mãos. Com cada traço, ela transforma o passageiro em eterno, o comum em extraordinário, mostrando que até o que parece frágil pode ter poder e beleza.
A sua pintura é um ato de feminismo silencioso: escolher olhar, criar e existir num mundo que nos diz o tempo todo o que é relevante ou descartável. Ela pinta animais simbólicos, rostos e gestos que respiram humanidade, lembrando-nos que cada pequeno gesto, cada escolha criativa, deixa marcas profundas.
O que fascina em Helena é a coragem de abraçar a impermanência e torná-la poderosa. Cada obra é um convite: olhar para o que ignoramos, para o que desprezamos, e reconhecer que há beleza, valor e força mesmo naquilo que julgamos efémero. É sobre a vida que deixamos passar e sobre como podemos transformá-la em arte, consciência e liberdade.
No fundo, Helena Minginowicz mostra que ser mulher, criar e resistir é, muitas vezes, sobre dar voz ao invisível — e fazer com que o mundo repare.












