Uma onda de indignação abalou o concurso Miss Universo 2025 depois de o diretor executivo do evento, Nawat Itsaragrisil, ter insultado publicamente a representante do México, Fátima Bosch, chamando-a de “burra”. O momento foi transmitido em direto e rapidamente se tornou viral, provocando a saída em protesto de várias concorrentes.
O incidente aconteceu durante uma reunião oficial em Banguecoque, na Tailândia, quando o diretor criticou a candidata mexicana por alegadamente faltar a uma ação promocional. A discussão rapidamente escalou e, diante das restantes participantes, Nawat elevou o tom e dirigiu-lhe o insulto que desencadeou a revolta geral.
Em solidariedade com Fátima Bosch, várias concorrentes — entre elas a atual Miss Universo, Victoria Kjær Theilvig — levantaram-se e abandonaram a sala. O gesto transformou-se num símbolo de união feminina e resistência ao desrespeito, ecoando nas redes sociais com mensagens de apoio e hashtags como #RespectWomen e #SolidaritySisterhood.
A Miss México reagiu com elegância e firmeza, afirmando que “nenhuma mulher deve ser humilhada, independentemente do contexto”. A sua atitude rapidamente a tornou num ícone de coragem e empoderamento, recebendo o apoio público de figuras políticas e mediáticas, incluindo a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Mais do que uma polémica num concurso de beleza, este episódio reacende o debate sobre o machismo e a falta de respeito que ainda persistem em ambientes onde as mulheres são avaliadas pela aparência. A reação coletiva das candidatas mostrou que, hoje, as mulheres já não se calam — erguem-se umas pelas outras.

